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Um grupo de investigadores do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) demonstrou a importância dos astrócitos, um dos tipos de células mais numerosos do cérebro, na comunicação entre várias regiões do cérebro que são relevantes para a cognição.

Apesar de sabermos que os astrócitos são importantes para a manutenção do funcionamento das redes neuronais, pouco ou nada se sabia sobre a sua influência nos processos cognitivos, como a aprendizagem ou a memória.  O objetivo da equipa de investigação foi perceber a relevância da comunicação astrócito-neurónio nos processos cognitivos. Para isso, estudaram a função cognitiva num modelo de ratinho com astrócitos geneticamente impedidos de libertar moléculas de sinalização, ou seja, de comunicar com os neurónios.  Os resultados deste estudo foram publicados esta semana na revista GLIA e mostram que, na ausência de comunicação astrócito-neurónio, as redes neuronais responsáveis por computação cognitiva estão dessincronizadas. Revelaram também um défice substancial em funções cognitivas como a aprendizagem e a consolidação da memória, o que prova que os astrócitos têm um papel essencial neste tipo de funções do cérebro. A investigação agora publicada pode vir a alterar significativamente os livros de texto de fisiologia e abre portas ao tratamento de doenças psiquiátricas caracterizadas pelo desenvolvimento de défices cognitivos. No futuro, os investigadores pretendem perceber as propriedades temporais e espaciais da comunicação entre astrócitos e neurónios, por forma a desenvolver novas abordagens terapêuticas para problemas de aprendizagem e memória.

Hiperligação para a publicação:

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/glia.23205/full

 

Texto enviado pelo ICVS

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